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Petróleo fecha em alta, com menos restrições na China e dólar fraco

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (11), impulsionados por sinalizações da diminuição das restrições para conter a Covid-19 na China. Além disso, a continuidade da desvalorização do dólar, que vem de forte recuou desde ontem, dá forças aos preços, uma vez que a commodity é cotada na moeda americana.

O petróleo WTI para dezembro fechou em alta de 2,88% (US$ 2,49), a US$ 88,96 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para janeiro de 2023 subiu 2,42% (US$ 2,32), a US$ 95,99 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na semana, os recuou foram de 3,94% e 2,75%, respectivamente.

Na avaliação do Commerzbank, os participantes do mercado têm alternado entre esperança e decepção no que diz respeito a qualquer relaxamento da política de zero Covid da China nesta semana, dando origem a alta volatilidade. Os primeiros pequenos passos para a flexibilização dos regulamentos que foram anunciados pelo governo chinês esta manhã permitiram que os preços do petróleo voltassem a subir, embora isso de forma alguma constitua um desvio da rígida política do país, avalia. A Capital Economics também se diz “cautelosa” com os anúncios, e afirma que é uma tentativa de conter o impacto econômico negativo das restrições, mas não significa que a política esteja sendo abandonada. “Se os casos aumentarem ainda mais, as restrições podem se intensificar novamente”, aponta a consultoria.

Sobre o impulso com a queda do dólar, a Capital Economics avalia que, se as autoridades do Federal Reserve (Fed) recuarem contra o otimismo do mercado sobre a queda da inflação, os preços das commodities poderiam facilmente devolver seus ganhos recentes. Já o Commerzbank lembra que as previsões da Agência Internacional de Energia (AIE) na próxima semana devem confirmar que a situação no mercado está se apertando novamente, à medida que o embargo da União Europeia ao petróleo russo se aproxima cada vez mais. Além disso, há o limite de preço dos embarques de petróleo russo que entrará em vigor após 5 de dezembro, aponta.

“Pode-se supor que será cada vez mais difícil para a Rússia encontrar compradores para seu petróleo. Até agora, a AIE previu que a produção diária da Rússia diminuirá em 1 milhão de barris de outubro a janeiro. Além disso, a AIE provavelmente reduzirá suas expectativas para a produção na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+)“, aponta o Commerzbank. No caso dos Estados Unidos, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade subiu nove na semana, a 622, de acordo com informações da Baker Hughes, empresa que presta serviços ao setor.

Autor/Veículo: O Estado de São Paulo