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Petrobras reduz em 30 centavos o preço do diesel

RIO — A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (19/9) uma redução de 5,8% no preço do diesel vendido às distribuidoras. A partir de terça (20/9), o preço médio do litro do combustível, nas refinarias, passará de R$ 5,19 para R$ 4,89 — um corte de R$ 0,30 por litro.

De acordo com a estatal, a redução acompanha a evolução dos preços de referência. A petroleira estava há 40 dias sem mexer nos preços do diesel. Nesse período, a cotação internacional do petróleo se desvalorizou.

Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) estima que a estatal vinha praticando preços acima da paridade de importação desde o início do mês.

No fechamento do mercado de sexta-feira (16/9), o preço médio da companhia estava, na média, 47 centavos (10%) acima da referência internacional — variando de 13 a 60 centavos, a depender do ponto de suprimento.

Manter as janelas de importação abertas é, segundo a própria companhia, uma forma de garantir o abastecimento nacional, sobretudo num momento de estresse no mercado global.

Considerada a mistura obrigatória de 10% de biodiesel no diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço final ao consumidor passará de R$ 4,67, em média, para R$ 4,40 a cada litro vendido na bomba a partir de terça.


Petrobras anuncia 7 cortes em um mês

A última vez que a Petrobras mexeu nos preços do diesel foi no dia 12 de agosto. Na ocasião, a companhia reduziu em 4% o preço do combustível, nas refinarias.

O novo corte, anunciado nesta segunda, é o 14º corte de preços dos derivados anunciado pela Petrobras desde que Caio Paes de Andrade assumiu a presidência da estatal.

E é a sétima redução desde o início oficial da campanha eleitoral, há cerca de um mês.

As 14 quedas de preços anunciadas na gestão Paes de Andrade:

As quedas mais recentes dos preços praticados pela empresa coincidem com a desvalorização do petróleo no mercado internacional. Mas também com a proximidade das eleições.

Paes de Andrade assumiu o comando da petroleira após o governo trocar duas vezes, num intervalo de menos de dois meses, a presidência da estatal — por insatisfação com os reajustes dos combustíveis da companhia.

A nova gestão da petroleira também mudou a estratégia de comunicação, ao anunciar cortes nos preços de derivados como querosene de aviação (QAV), gasolina de aviação (GAV) e asfato.

Os ajustes nos preços desses produtos — que seguem fórmulas definidas em contrato e ocorrem mensalmente — não eram usualmente anunciados pela área de comunicação da estatal

FONTE: EPBR