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jun 13

Licenciada para usina de biodiesel para mil toneladas/mês de óleo vegetal saturado

O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, entregou, nesta segunda-feira (13/6), a Licença de Instalação para a pré-operação da Usina Olfar, cuja nova sede está localizada no município de Porto Real, na Região Sul Fluminense. Com investimentos na ordem de 30 milhões de reais, a usina de biodiesel vai consumir mil toneladas/mês de óleo de cozinha usado, contribuindo para o desenvolvimento econômico e sustentável do estado do Rio.

Na abertura da cerimônia, na sede da Olfar, em Porto Real, o secretário do Ambiente André Corrêa destacou a importância do potencial de produção de biodiesel da usina para a proteção do meio ambiente e qualidade de vida da população local:

“Em tempos de mudanças climáticas e aquecimento global, nós agimos de pequenas formas, de maneira local, para responder aos desafios globais. Através desse empreendimento nós vamos repensar a cadeia produtiva do óleo de cozinha, que é altamente impactante ao meio ambiente. Ter uma usina com potencial de compra de óleo saturado de pequenas empresas, cooperativas, é o desafio que mais me anima. A usina produz aqui e fomenta uma cadeia de reciclagem da porta para fora, gerando emprego, renda, e preservando o meio ambiente”, disse o secretário André Corrêa.

O novo parque industrial possui uma área de 13.569 metros quadrados e irá gerar cerca de 50 empregos diretos e centenas de indiretos, através do estímulo da cadeia de compra do óleo de cozinha usado, hoje um grande poluidor do meio ambiente. De acordo com o presidente da Olfar, José Carlos Weschenfelder, a meta da usina é, em um ano, dobrar a quantidade de óleo de cozinha usado em sua produção, devendo chegar a cinco mil toneladas/mês.

Há 28 anos no ramo de alimento e energia, com Matriz no município de Erechim, no Rio Grande do Sul, a usina tem capacidade para produzir 450 toneladas/dia de biocombustível, a partir de processos de transesterificação e esterificação, utilizando óleo vegetal (OVR), gordura animal e óleo de soja como matérias primas, produzindo glicerina bruta e ácido graxo.

O secretário André Corrêa acrescentou que “o funcionamento da usina vai impulsionar o Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (Prove) da Secretaria do Ambiente, contribuindo para que cada vez menos os rios de nosso estado recebam resíduos poluentes como o óleo vegetal saturado.” Além de preservar os corpos hídricos, o secretário lembrou que o maior consumo de biodiesel favorece a diminuição da poluição atmosférica, com a menor emissão de gases do efeito estufa.

Ao receber a Licença de Instalação das mãos do secretário André Corrêa, o presidente da Usina Olfar, José Carlos Weschenfelder, reforçou o compromisso do empreendimento com a preservação ambiental e a questão social:

“Nós esperamos corresponder ao anseio de todos e ser um motivo de desenvolvimento da região e também de alegria para o povo de Porto real, no sentido de gerar empregos e bem-estar social. Essa questão do óleo recuperado é importantíssima para essa planta, assim como de outras matérias primas, como a gordura, o óleo de soja e outros óleos”, disse o presidente da Olfar.

Para o secretário a implantação desta fábrica foi um grande avanço para o Estado do Rio, pois “a cadeia de logística de reciclagem de óleo vegetal é muito fragmentada, com pequenos coletores e produtores, mas hoje, a partir desta fábrica, nós já temos para quem vender o óleo destinado corretamente”.

Também estavam presentes na cerimônia o deputado federal, Alexandre Serfiotis, o vice-prefeito do município de Porto Real, José Roberto Pereira, o presidente da Firjan na Região Sul Fluminense, Edvaldo de Carvalho, a secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Real, Lorena Balieiro, e o superintendente Regional do Médio Paraíba do Sul do Inea, Edimar Pascoal Xavier.